Condenados vão pagar ainda R$ 7 milhões de indenização às famílias
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, e da tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora de Marielle.
Os dois ainda receberam 200 dias multa, cada um equivalente a 2 salários mínimos. O julgamento terminou nesta quarta-feira (25). Domingos Brazão é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e Chiquinho Brazão é deputado federal pelo União Brasil.
– O ex-policial militar Ronald Paulo de Alves recebeu pena de 56 anos de prisão, por monitorar e repassar informações das atividades de Marielle aos executores do crime.
– Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi condenado a 18 anos de prisão e 360 dias multa no valor de um salário mínimo cada por obstruir as investigações e por corrupção.
– Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, pegou nove anos de prisão e 200 dias multa, com valor de 1 salário mínimo cada dia, por participar da organização criminosa.
Os réus condenados ainda vão ter que pagar R$ 7 milhões de indenização às famílias. Também perderam os cargos públicos e tiveram os direitos políticos suspensos.
Fazem parte da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, os ministros: Alexandre Moraes, relator do processo, Cristiano Zanin, Carmem Lúcia e Flávio Dino.
A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos, em março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Os executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram condenados em 2024 no tribunal do júri e estão presos.
A mãe e filha de Marielle Franco, Marinete Francisco e Luyara Franco, respectivamente, tiveram um mal-estar durante o julgamento necessitando de atendimento médico, mas as duas passam bem.
O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL), companheiro de Partido de Marielle, falou sobre o julgamento: “Justiça foi feita! Não apaga o crime brutal cometido contra Marielle e Anderson. Também não traz eles de volta pra nós e pro convívio de seus entes queridos, amigos, companheiros e familiares. Mas é finalmente uma resposta do Brasil à atuação miliciana e criminosa que domina a política no Rio de Janeiro e em muitos locais do país. Fortalece a democracia em um país que é um dos que mais mata ativistas e defensores de direitos humanos no planeta”.
