Agua em Rio Preto: Problema sem solução

Os governantes têm outras prioridades

O problema de água é crônico em Rio Preto. Quando não falta água nas torneiras, ela chega imprópria para o consumo, é suja e até barrenta em alguns lugares. O vídeo exposto nas redes sociais, por uma moradora do bairro Vila Verde, uma dona de casa, mostrando a água suja que chega à sua residência, é o retrato da realidade de um problema que se arrasta por longos anos em Rio Preto. Até quando a população desta cidade ordeira, pacífica, de povo trabalhador vai sofrer com a falta de água limpa em suas residências?

O vereador Edmar Wilson, prefeito de Rio Preto por duas vezes, na última reunião da Câmara Municipal criticou a situação da água no bairro Benfica, onde o ex-prefeito e atual vereador reside. Um ex-prefeito, que governou a cidade por 8 anos, reclamando das condições da água que abastece ao seu bairro e toda a cidade. Seria cômico se não fosse trágico. Se Edmar Wilson, em seus 8 anos de governo, tivesse tratado a água como prioridade, hoje não estaria reclamando da qualidade da água que abastece a sua residência, o seu bairro e a cidade de Rio Preto. 

Inácio Ferreira administrou a cidade por 12 anos, sendo 8 anos consecutivos, mas fazer com que a água chegasse as torneiras da população, e principalmente, em condições de consumo, nunca foi a sua prioridade. Aliás, sua prioridade foi construir aquele pirulito na Praça Central e aquele monstrengo (Portal) na chegada da cidade. Se com esta inversão de prioridade pensou em agradar aos turistas, conseguiu desagradar tanto quem visita a cidade como aos moradores, pois ambos preferem água em quantidade e com qualidade.

Agostinho Ribeiro de Paiva foi prefeito de Rio Preto por 8 anos. Solucionar o problema da água que serve à população nunca foi a sua prioridade. Foi mais um que governou a cidade sem ouvir a população. E quem não ouve, não dialoga, não será capaz de saber e atender as reivindicações do povo e quais são as suas reais necessidades e suas prioridades. 

Inácio Ferreira, Agostinho e Edmar, somando os seus mandatos, governaram a cidade por 28 anos. E não foram capazes de solucionar o problema de água de uma cidade que tem um rio imenso passando a seu lado e outras centenas ou até milhares de outras fontes de água.

Em 2024, a cidade elegeu um novo prefeito: Antônio Márcio Vieira. Para alguns, renasceu a esperança de ver água limpa e em abundância chegando em suas residências, até mesmo porque o então candidato Antônio Márcio prometia em sua campanha, solucionar o problema em seis meses. Lá se vão 14 meses e o problema continua, até mesmo porque suas prioridades são outras: viagens a Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, entre outros lugares, além dos vídeos diariamente e as festas, buscando iludir a população. Senhor prefeito, o cidadão sabe, que para ir às festas, primeiramente é necessário lavar a roupa, tomar um banho, fazer a alimentação. E para isto, é necessário não faltar o líquido precioso nas residências, e principalmente, água própria para o consumo. As festas são necessárias, os governantes podem e devem levar diversão e lazer aos munícipes, mas dá para fazer isto e servir a população com um bem extremamente necessário: água em quantidade e em qualidade. 

Passados 14 meses do atual governo, podemos dizer que a história repete o que vem acontecendo há 28 anos, e se não houver uma inversão de prioridades, não vamos assistir a história transformando o futuro. Na verdade, o que estamos assistindo é uma reprise do que aconteceu em Rio Preto nos últimos 28 anos.                       

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